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Redenção

Há quem diga que amar é desnecessário. Existem aqueles que preferem viver o Eros de Freud que é o desejo, a libido. Suprem apenas a necessidade da carne mas esquecem que a alma também tem carências. Esquecem da historia de Eros e Pisqué, uma das mais belas historias de amor da mitologia: o encontro de Eros, amor, com Pisqué, a alma. Ah, se eles soubessem que a união de duas almas que se amam deixa a vida muito mais bonita!. Afinal, quando se ama, o pôr do sol fica mais bonito, o mundo mais colorido e a vida muito mais leve.

E, ainda, digo mais, uma das coisas mais belas do amor é quando ele chega de forma inesperada, inexplicável. Apesar de enigmática, era jeito certo de acontecer. O amor chega de mansinho, criando raízes, até que percebemos que ele já está vivendo dentro de nós. A pessoa que menos esperávamos, é, na verdade, a pessoa que sempre buscamos. E por mais estranho que pareça, as coisas acontecem na hora certa. Pobres mortais, esquecemos que o tempo de Deus é perfeito.

E meu amigo, não adianta relutar, pois como diria Arthur da Távola, o amor “resiste a todas as provas que fazemos com ele, até a nossa incapacidade de alimentá-lo com carinho e atenção, seu alimentos.” O amor de Eros e Psiqué é a prova disso. Superou a curiosidade de Psiqué e o orgulho de Eros para que no final fossem recompensados por Zeus para viver esse amor na eternidade do Olimpo. E se até o poderoso Zeus se rendeu a beleza do amor, por que nós, meros mortais, não nos renderíamos?

Nika

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