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Ah, trapezista…

Há momentos na vida que temos que tomar decisões ou pular um trapézio, ou ficamos no mesmo lugar ou saltamos para o próximo trapézio. E nem sempre tomar a decisão de saltar é fácil. Mas quem disse que decidir é fácil? Digo por mim, a circense da família. Sou uma trapezista assumida. Vivi em tantos lugares por esse mundo afora e, em cada canto, dei muitos saltos. A cada salto, uma acrobacia diferente, às vezes desafiadora às vezes não. Pulei trapézios dos mais altos aos mais baixos, dos mais fáceis aos impossíveis. E de tanto saltar, também caí, e algumas vezes, me machuquei. Mas fazer o que? Coisas de quem gosta de “voar”. Uma queda de vez quando, faz parte.

Assim como saltar de um trapézio para o outro dá medo, tomar decisões também causa insegurança. Temos de encarar o desconhecido, o incerto. Será que vai dar certo? Será que eu vou cair? Na vida, como no circo, a cada decisão temos um trapézio novo, um novo desafio a ser superado. Há os trapezistas insanos, aqueles que se jogam de olhos fechados, pulam e fazem acrobacias arriscadíssimas. Há também aqueles modestos, que calculam a distancia, o ângulo, tudo meticulosamente, só pra ter certeza que vai dar tudo certo. Sou um pouco dos dois.

É nessa horas que me lembro da frase “tome uma decisão, mas não tome remédio”. Quando tomamos uma decisão, independente de qual seja, nos libertamos. Ela nos liberta das incertezas do “se”. Palavrinha pequena mas poderosa. Quem foi que colocou esta palavra no dicionário? O “se” nos impede fazer a acrobacia mais espetacular das nossas vidas. O “se” nos impede de dar partida a uma nova jornada ou a um novo capítulo. Ele nos deixa ancorados a algo que, muitas vezes, já até perdeu o sentido. Mas como é conhecido, nos faz querer ficar.

Ah, meu amigo trapezista, não se preocupe! Se o medo bater, olhe pra baixo, tem uma rede ali embaixo para nos segurar. Sempre terá alguém para nos segurar. A indecisão nos prende, faz mal, e muitas vezes, pode até fechar portas. Já a decisão, nos liberta, faz bem e abre novas oportunidades. Lembre-se que é para frente que se vai, não para trás. A não ser que você queira tomar impulso para dar aquele salto espetacular. Aí tudo bem! Vai fundo!

A cada salto, a cada decisão, nos liberamos! Dá até vontade de cantar aquela musica chiclete, “Let it go.. Let it go… Can’t hold it back anymore!” E por mais difíceis que possam parecer, algumas decisões são um livramento. É só olhar para trás e ver a fogueira que pulamos! Não importa se você é o trapezista insano ou o comedido. O importante é continuar seguindo em frente e saltando. Se der medo, vai com medo mesmo. Uma dose de adrenalina, de vez em quando, faz bem!

Nika

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