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O rio…

Da mesma maneira que a vida é uma peça teatral com seus protagonistas e antagonistas, ela flui como um rio com seus afluentes e correnteza que nos levam a lugares diferente. Na vida, temos que fazer escolhas e vivenciamos momentos que nos levam a direções inusitadas. E assim, como todo espetáculo tem seu fim, todo rio desagua no mar. Os afluentes se ramificam, se transformam em outros rios, em outras vidas, em outras estórias.

Como protagonistas de nossos próprios espetáculos, somos navegadores do barco que percorre esse rio. Podemos escolher ficar à margem do rio assistindo a vida passar, ficar a mercê da correnteza do rio deixando as águas nos levar ou, talvez, quem sabe, pegar o remo e controlar a direção que esse barco vai, desbravando e nos aventurando nessas correntes desconhecidas e misteriosas. Mas não demore muito, as águas que passam agora não irão passar novamente. As oportunidades que aparecem, não voltarão mais, porque o rio não anda pra trás, apenas para frente.

E assim como as coisas não voltam, elas também não permanecem as mesmas. A torrente pode passar devagarinho, nos levando sem perceber, ou, talvez , pode passar arrebatadora como uma tempestade. De qualquer forma, a idade chega, a fase passa, e sem perceber, a peça teatral já está no final, o barco já está quase no seu destino final. Em breve, o rio irá desembocar no mar. E quando esse momento chegar, será que a viagem valeu a pena? Será que fomos protagonistas, antagonistas, ou apenas coadjuvantes?

E nem pense em apressar o rio! Tudo tem seu tempo certo de acontecer. A chave é aprender a navegar nas águas desse rio chamado vida. Apontar o remo e seguir em frente. Pode escolher o percurso de olhos abertos ou fechados. Um pouco de adrenalina não faz mal a ninguém. Mas navegue! Somos o comandante do nosso barco, da nossa vida! Porém, se não quiser navegar, não tem problema! Há horas que é melhor se deixar levar e ser surpreendido. O mais importante é que, no final dessa jornada, tenhamos vivido e descoberto a verdadeira felicidade. Porque meu amigo, não há nada pior do que não ter sido feliz e sem estórias para contar…

Nika

 

 

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