Ir para conteúdo

A Bolha

Que atire a primeira aquele que nunca teve preguiça de sair da cama em um dia chuvoso! E que, para completar, deixou todos os sonhos e objetivos para o dia seguinte. Afinal, para que sair do conforto da minha cama? Está tão quentinha e confortável! Amanhã tento de novo.

E, também, que atire a primeira pedra aqueles que deixaram de ir atrás do próprio destino porque tinham medo. Medo do desconhecido, da rejeição, das pessoas, do mundo. Afinal, para que sair do conforto da minha casa? Aqui eu conheço, tem tudo que eu preciso. Sair para quê? Amanhã tento de novo!

Essa zona de conforto, ou bolha, pode ser um lugar muito confortável de se viver. Diria que é bem aconchegante. A sensação da cama quentinha e aconchegante acompanhado de um chocolate quente e um filmezinho no Netflix, não tem para ninguém. Às vezes dá preguiça mesmo de sair da cama. É normal, somos seres humanos. Cheios de imperfeições. De vez em quando, o conforto de nossa casa é melhor do que enfrentar os doze trabalhos de Hércules.

E quando essa bolha resolve se expandir? Ela vai chegando devagarzinho, e sem perceber estamos completamente envolvidos por ela. Essa sensação de conforto pode ser perigosa. A acomodação obstrui nossa visão. Ela não permite que possamos descobrir um universo de coisas maravilhosas que estão fora dela. Afinal, quem, em sã consciência, gostaria de sair do aconchego de casa para encarar a Medusa em pessoa?

Medo é normal, que herói nunca teve medo? Mas chega uma hora que a bolha vai estourar. E quando esse momento chegar, o que fazer? Ficaremos no aconchego da cama, ou desbravaremos o mundo? Independente da escolha, tudo vai ficar bem. O importante é decidir e ser feliz. Mas lembre-se, às vezes, é melhor enfrentar a Medusa do que ver a vida passar através da janela do quarto.

Nika

Deixe uma resposta

pt_BRPortuguês do Brasil
en_USEnglish fr_CAFrançais du Canada es_ESEspañol pt_BRPortuguês do Brasil
%d blogueiros gostam disto: