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Festa Estranha

Todo mundo já deve estar careca de saber que a vida na Terra do Tio Sam é bem diferente da vida no Brasil. Não estou falando de infraestrutura ou compras, estou falando de hábitos, costumes, idiomas. E isso vale para qualquer país. Ou vai dizer que o churrasco argentino é melhor que o gaúcho? Ou que o Chile é igual ao Brasil? Dependendo da resposta, isso pode gerar discórdia dentro de algumas casas…

Mas, é aquela velha historia, uma coisa é “saber” que lá é diferente, outra coisa é viver essa diferença. E lá, na Terra do Tio Sam, não foi diferente. Eu sou carioca, nascida e criada no Rio de Janeiro. E, para quem conhece o carioca, sabe que temos aquela fama de marrentos, de chegar chegando, “de querer causar”. Mas, acima da minha “carioquice”, eu sou brasileira. E a gente gosta do afeto, do abraço apertado e do beijo no rosto.

Agora, vamos ver se vocês conseguem imaginar a cena. Primeiro dia de EUA, estava eu sendo apresentada para o meu time, a única brasileira do time, e não a única latina (sim, tem diferença!). A minha primeira reação foi de dar dois beijinhos e abraçar todo mundo. Nada mais normal, né? Errado! Lá o pessoal da um oi de longe e no máximo um aperto de mão. E se for uma pessoa mais “aberta”, lhe dá um abraço mal dado, com um braço só. Acho que é daí que sai a fama: “Americano é frio.” Na verdade, isso é da cultura deles. Quanto menos contato, menos germes, menos invasão de espaço pessoal, e por aí vai. Isso varia de região pra região.. Norte-sul, leste-oeste… Mas isso é papo para outro dia…

Se no cumprimento eles são diferentes, como serão no dia-a-dia? Bom, o meu segundo choque de realidade foi o restaurante. Além do Menu que eu mal entendia, os hábitos deles são bem diferentes dos nossos. Lá por exemplo, existe a expressão “Clean after yourself” – Limpe depois de você mesmo – na tradução literal, mas que seria algo “Limpe depois de usar”. Enquanto aqui no Brasil, nos sentamos em um mesa na praça de alimentação de shopping ou fast food e esperamos alguém limpar a mesa, lá é o oposto. Lá você mesmo retira a sua bandeja para que a próxima pessoa possa usar. Hábito muito legal que deveria ser cultivado aqui no Brasil.

Lá nos States, esse lance de terceirização não cola. Para eles tempo é dinheiro, e terceirização custa dinheiro. Mão de obra é “cara”. Portanto, quanto mais eles puderem otimizar os serviços melhor, mais “dinheiros” no bolso! Lá não tem frentista para colocar gasolina no seu carro, muito menos alguém para limpar os vidros do seu carro. Tudo isso é feito por você! E como se não bastasse não ter frentista, lá também tem banco drive-thru (isso mesmo que você leu) e caixa que é self-checkout. Esse é um tipo de caixa de supermercado que você mesmo passa as suas compras, coloca na sacola e paga (dinheiro ou cartão).

Com certeza muito do que tem lá não teria como fazer aqui, mas algumas coisas como o respeito ao próximo e “bom senso” fariam bem por aqui. Assim como um pouco de calor humano, faria um bem danado por lá. Mas fazer o que? Cada louco com as suas manias.. E meus amigos, eu ainda prefiro as nossas!

Bezo!

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