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Viajar sozinha

Antes de vir para o Canadá, escutava que eu era louca ou corajosa. E para ser sincera, acredito que eu seja um pouco dos dois. Sempre gostei de fazer as coisas de um jeito diferente e acredito que dessa vez não seja diferente. Há seis meses atrás resolvi embarcar em mais uma aventura. Me mudei para um país diferente e para uma província que eu não domino a língua. Isso não é para qualquer um. Sair de casa, deixando para trás seus amigos, seus familiares e tudo aquilo que você conhecia como casa, requer um pouco de loucura e coragem… 

É preciso coragem para enfrentar sozinho os perrengues que aparecem.

Afinal, viagem sem contratempo não é viagem. Pelo menos não as minhas… É preciso ser independente. Ou, como meus pais dizem, é preciso ser safo! Temos que aprender a nos virar sozinhos. É preciso se expor e não ficar trancado dentro de um quarto o dia inteiro. Quem nunca teve medo do desconhecido? Imagina, começar tudo de novo…

E é nessa hora que bate aquele medo, aquela insegurança. Às vezes, dá vontade de jogar tudo para o alto e voltar para casa. Outras vezes, bate aquela frustração de querer gritar com alguém quando nada  sai do jeito que planejamos ou quando perdemos algo importante. Admiro todos os “diferentões” que conheço e conheci,  que, assim como eu, se aventuraram em outra cidade ou em outro país. Não é fácil. 

Durante nosso período fora de casa, há muitos momentos que nos sentimos sozinhos. É preciso aprender a amar a própria companhia para não cair em solidão profunda.  Muitas vezes, queremos ter alguém para poder desabafar ou apenas pedir aquele abraço apertado depois de um dia cheio de contratempos. Ou, simplesmente, cansamos de fazer as coisas sozinhos o tempo todo. Só queríamos um bom amigo para poder tomar café e jogar conversa fora. 

Viajar sozinho ensina muitas coisas.

Nos ensina sobre quem somos e sobre aquilo que acreditamos. Percebemos que existe muito mais sobre o mundo do que a TV ou os livros nos ensinam. E, que apesar de todas as diferenças culturais, no final  somos todos iguais, além de aprender muitas outras lições que só a experiência de viajar sozinho pode ensinar. Nessa minha última empreitada, tenho aprendido que com paciência e muita fé tudo se resolve. Tudo tem a sua hora, só preciso aprender a esperar esse momento certo chegar. 

Ainda não tenho o meu grupo de amigos, a minha galera de sair pra balada ou sair para jantar. Porém, fiz poucos mas bons amigos. Aqueles que posso chamar para tomar café e que me escutam quando preciso desabafar. Acredito que esses sejam os mais importantes. Uma hora tudo se encaixa. Para você que está passando por isso, tenha paciência, no final tudo dá certo. E para você que quer se aventurar nesse mundão ou  mudar de cidade, vá! Se jogue, se der errado, tudo bem. Lembre-se que você sempre poderá voltar e recomeçar. Sempre haverá tempo para recomeçar e fazer diferente!

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