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Para: A Mulher Maravilha


Posso dizer que sou uma pessoa muito abençoada. Nasci em uma família onde tenho mulheres fortes e independentes como referencia. Cresci com um exemplo de mulher dentro de casa, e aprendi a ser independente e ir atrás do que quero desde cedo. Tenho um exemplo de pai maravilhoso que sempre me apoiou em tudo. Sempre que preciso, ele é o meu super herói que salva o meu dia como ninguém. Meus pais nunca me disseram isso é coisa de menino ou menina, e sim: “cuidado para não se machucar. Mas se precisar de qualquer coisa estamos aqui.”

Sei que a minha realidade não é a mesma realidade de tantas outras mulheres lindas e poderosas nesse mundão de Deus. Muitas de nós ainda batalham muito pelos próprios direitos e pela própria independência. Em pleno século 21, ainda  é muito difícil ser mulher. Temos um longo caminho pela frente. 

Querem que sejamos donas de casa “impecáveis” ao mesmo tempo que trabalhamos em período integral. E enquanto fazemos a nossa jornada de 30h, temos que estar lindas, com o cabelo impecável, unhas feitas e a barriga tanquinho.

E enquanto fazemos tudo isso, temos que aprender a nos defender porque andar com medo, já virou algo normal.  Como se não bastassem tantas exigências para ser se mulher, ainda existe a concorrência diária com os homens no meio de trabalho e em tantos outros lugares. Afinal, não queremos apenas um emprego qualquer, queremos O EMPREGO, mas lembre-se “sem perder a classe” mulherada! Visto que, descer do salto “tá errado”. Mas de vez em quando,  descer do salto é a melhor coisa a se fazer. Só para tacar a “tamanca”  na cabeça de alguém para deixar de ser abusado.

E não importam as conquistas, os prêmios, os títulos e os cargos altos no meio corporativo, ainda escutamos: “pena que não é homem” ou “um homem teria feito melhor”. 

Confesso que durante muito tempo tentei “ser igual”. Lutar ou treinar que nem os homens, porque treinar como menina era visto como algo ruim. Até que descobri que não dá pra lutar como homem. Lutar como mulher é muito melhor. Aprendi que frágil é só o esmalte da unha que cisma em sair depois de cada treino. E quanto mais me aceito, e sinto orgulho de ser quem sou, mais eu percebo que homem nenhum é capaz de aguentar a pressão que é ser mulher.

Tenho orgulho de ser mulher, e sou muito grata por ter exemplos de mulheres incríveis na minha vida. Dentro de quadra, dentro do tatame, ou em qualquer outro lugar, irei sempre lutar como uma mulher. Parabéns mulheres pelo nosso dia! NÓS SOMOS FODAS!

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