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3 coisas que aprendi com o isolamento social – Mês 1

Essa semana eu completei 3 semanas de isolamento social aqui no Canadá. Como eu falei no último post, em questão de dias o meu mundo virou uma bagunça generalizada. A minha vida que antes era toda planejada, com uma rotina agitada e a mil por hora, simplesmente parou.

Agora, os dias ficaram mais lentos. A rotina agitada passou a ser uma rotina mais devagar. Os compromissos presenciais passaram a ser online. Os cafés que antes tinham hora e local marcado se transformaram em vídeo conferências cheia de amor e carinho. Ainda bem que existe tecnologia.

Para quem não sabe, eu moro sozinha. Por isso a minha interação social é limitada aos raros encontros com o meu vizinho e com o pessoal do mercado. Por isso, eu tive bastante tempo para refletir e pensar sobre tudo o que vem acontecendo. Sendo assim, decidi compartilhar com vocês 3 coisas que eu aprendi nesse meu primeiro mês de isolamento social.

Todos nós estamos passando por um momento de luto da vida que nós tínhamos

Eu cheguei a essa conclusão quando uma amiga de Brasília compartilhou essa ideia após a sessão dela de terapia. #SantaTerapia  Foi nesse momento que eu percebi que é exatamente isso que eu e muitas pessoas estamos passando. Todos nós sentimos falta da tão desmerecida rotina. Todos nós sentimos falta da rotina de ir a academia, ao trabalho, e até de ver os amigos depois do trabalho. Para depois fazer tudo isso de novo no dia seguinte. Agora não dá mais né? Todos nós estamos passando por um período de readaptação forçada. E isso me leva ao meu segundo aprendizado.

Está tudo bem se você surtar de vez em quando

A maneira que cada um de nós lida com esse período de distanciamento é diferente. Algumas pessoas realmente ficam muito mal em ficar em casa todos os dias. Outras nem tanto. Mas de um jeito ou de outro, todos nós estamos sofrendo. Acredite! Estamos todos no mesmo barco. Ninguém saiu ileso nessa.

Eu tive os meus momentos de baixa. Não tinha vontade de fazer nada. Não queria sair de casa para correr, nem para ir no mercado. Eu só queria ficar encolhida no sofá, fazendo a minha maratona de Netflix. Eu queria esquecer, mesmo que por algumas horas, todo o caos que está acontecendo no mundo. Eu não preciso mostrar que estou bem o tempo todo. Eu tenho meus momentos e preciso respeitá-los. E está tudo bem!

Assim, chegamos ao meu último aprendizado.

Aprendi a dar valor ao que é realmente essencial

Já faz um tempo que eu venho repensando o valor que eu tenho dado para as coisas. Eu procuro pensar duas vezes na hora de gastar o meu dinheiro e tempo com algo. Eu confesso que nem sempre é fácil.

Eu passei a refletir sobre os pequenos momentos com os meus amigos e familiares. Eu procuro falar com meus pais todos os dias. Afinal, eles tão lá, eu cá. E ninguém sabe quando vou poder voltar para casa. Eu também tento marcar vídeo chamadas com os meus amigos. Se antes a desculpa era falta a tempo. Agora, tempo é o que a gente tem de sobra. Esses momentos, de risadas e carinho, são muito especiais. Dinheiro nenhum pode comprar.

E se a abundância do tempo, me mostrou a importância dos laços de amizade e de família. A falta do dinheiro me mostrou a importância de refletir ainda mais sobre o que eu compro e por quê estou comprando. A cada vez que eu penso em comprar algo, eu penso: “Eu preciso disso mesmo? Isso é essencial ou é apenas um luxo?” E no momento, estou mais preocupada em pagar as minhas contas e botar comida na mesa. Mas se eu consegui encaixar no orçamento um pequeno mimo, tudo bem. Sem radicalismo.

Essas são apenas algumas das coisas que venho aprendendo ao longo desse processo. Tenho certeza muitos outros aprendizados ainda virão. Essas três semanas são apenas o começo. Ah! Tem mais uma coisa que gostaria de compartilhar.

Eu não ando só

Lembram que eu falei que tinha ficado sem emprego e sem saber como pagar as contas? Eu sempre tive fé que tudo iria dar certo. A minha universidade liberou uma ajuda financeira aos estudantes afetados pela crise. Eu tinha todos os pré-requisitos e consegui a ajuda. Isso mostra que Deus e as entidades de luz estão sempre ao nosso lado. Só precisamos ter fé e um pouco de paciência para que tudo possa acontecer.

Além disso, aqui no Canadá, tenho amigos muitos especiais ao meu lado. São eles que me apoiam e me acolhem nesses momentos de incerteza e insegurança.

Eu não sei como você, que está lendo este texto, está se sentindo durante esse período turbulento. Mas eu espero que você esteja bem. Saiba que você não está só. Se em algum momento, precisar conversar ou desabafar, é só falar!

Fique bem!

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