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3 coisas que aprendi com o isolamento social – Mês 2

Eu nem acredito que já estamos em maio. Em um piscar de olhos, já se passaram dois meses de isolamento social. Minha mãe diz que quando o tempo passa rápido é porque coisas boas estão acontecendo. Como filha de dona Maria, também acredito nisso.

Durante esses 60 dias, aprendi muita coisa. Por isso, estou aqui novamente para compartilhar três lições que aprendi neste segundo mês confinamento. No entanto, temos uma pequena mudança: Estou no Brasil! Se você não acompanhou a minha saga aventureira, corre aqui. Nada melhor do que uma boa risada durante a quarentena, não é?

Mas você deve estar se perguntando: “O que será que mudou do Canadá para cá?” A resposta é: TUDO!

Eu sabia que estava mais segura no Canadá. Entretanto, meu coração queria estar no Brasil com a minha família. Financeiramente, eu tinha o meu próprio negócio. Mas não tinha nenhuma motivação para terminar o semestre da universidade.  O meu pensamento era o seguinte: “Perrengue por perrengue, é melhor passar perrengue em casa.”

Ainda bem que voltei! Não há nada melhor do que voltar para o nosso porto seguro. Tudo isso me ajudou a crescer e me fez chegar à minha primeira lição:

Estamos na mesma tempestade e não no mesmo barco •

Eu tenho certeza que você já escutou a expressão: “Estamos todos no mesmo barco.” Porém, depois de um certo tempo eu percebi que não é bem assim. Na verdade, eu percebi que não estamos no mesmo barco. Estamos apenas na mesma tempestade.

Nesses dois meses de confinamento, eu compreendi que nem todas as pessoas estão em um barco forte e seguro. Outras podem até estar em um bom barco. No entanto, não estão sabendo navegar o próprio navio. Por isso, elas podem acabar se perdendo no meio do oceano e da tormenta. Em outras palavras, como posso falar que estamos todos no mesmo barco? Eu não sei quais sãos as condições da embarcação de todo mundo. Não sei quem está no comando e muito menos quantas pessoas estão lá dentro.

Por isso, é preciso exercer mais a empatia. É necessário entender que todos  estamos fazendo o melhor que podemos e sabemos. Estamos estabelecendo nossas prioridades de acordo com nossas realidades. E foi assim que cheguei à minha segunda lição:

•         Todos temos prioridades diferentes. Respeite!

No ultimo post, falei sobre respeitar o próprio tempo e o próprio momento. Porém, por mais obvio que isso possa parecer, é sempre importante relembrar: “As minha prioridades não são as suas prioridades.” Portanto, respeite as escolhas que os seus amigos e familiares fazem.

Lembre-se que estamos na mesma tempestade. Porém, em barcos diferentes. Por isso, enquanto essa tormenta não passar, algumas pessoas vão assistir Netflix e as lives dos artistas todos os dias. E está tudo bem! Se os nossos amigos e familiares  não quiserem ser fitness e quiserem comer sorvete e pizza toda semana, está tudo bem também.  

Eu decidi ficar na minha bolha. Estou me concentrando nos meus estudos e nos meus projetos. Além disso, estou cuidando da minha família e da minha cabeça. Porém, procuro mandar mensagem para os meus amigos e familiares para saber como estão todos. Eu entendi que às vezes, as pessoas só querem um pouco de colo. Outros, querem espaço.  Está tudo bem. Cada pessoa está lidando com tudo isso de uma maneira diferente.

É importante estabelecer estabelecer prioridades. Cada um com as suas. E falando em prioridades, chegamos à minha última lição.

•          Uma coisa de cada vez

Cada um de nós lidou de uma forma diferente com as primeiras semanas da quarentena. Algumas se mantiveram produtivas, outras simplesmente decidiram não fazer nada. Dar um tempo mesmo. Mais uma vez, está tudo bem.  tudo bem! Eu decidi me dar um tempo. Foi ótimo. O “problema” começou quando eu parei para ver tudo que eu não havia feito durante esse “meu tempo”.

Eu entrei em desespero. A primeira coisa que eu pensei foi: “Tenho muitas coisas para fazer, não tenho tempo o suficiente, e esse COVID não ajuda. Vou desistir de tudo mesmo” Se você já sentiu assim, bem-vindo ao clube! Quando isso acontecer, faça como eu: “Respire e não Pire. Vai dar tudo certo.”

Graças a terapia, eu aprendi a começar com uma coisa por vez. Primeiro, eu me dou uma boa dose de amor-próprio. Tomo um bom banho e faço uma bebida quentinha e saborosa. Depois, eu olho ao meu redor. Se estou vivendo em um caos, dou uma leve organizada. Eu aprendi a gostar de um pouco de organização. Quem me viu e quem me vê! Por fim, olho para minha lista de prioridades e separo por urgências. Além disso, divido cada urgência em partes para não me sobrecarregar. Sem pressa… Aos poucos, vou voltando a um ritmo que eu possa acompanhar.  Como dizem por aí, “de pouquinho em pouquinho, a gente chega lá.”

E foi desse jeito que levei o meu segundo mês de quarentena. Devagar e sem tanta pressão. Assim como estou aprendendo a entender que cada um tem a sua maneira de lidar com as coisas, eu também estou aprendendo a me ouvir e a respeitar os meus momentos. Essa reflexão, me lembra mais uma coisa que eu gostaria de compartilhar:

Seja grato

Eu sei que é difícil ser otimista com tantas notícias ruins aparecendo. Porém, sempre existe algo de bom que acontecesse durante o nosso dia, semana, mês. Todo dia eu agradeço a Deus e ao Universo por mais um dia de vida. Toda semana eu faço o meu caderninho da gratidão e agradeço por todas as coisas que aconteceram na semana que passou. 

Eu sei que são coisas simples. Entretanto, são essas pequenas coisas que estão me ajudando a seguir em frente. E você? Como esta lidando com o segundo mês de quarentena? Me conta!

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