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Se amar

Na semana passada, eu entreguei o meu projeto de imagem digital para o meu curso de artes. Como tema para o meu último projeto do semestre, eu escolhi “Amor-próprio”. Mas antes de falar sobre tudo que aprendi durante o desenvolvimento desse projeto, gostaria de agradecer à todos que me ajudaram com esta pesquisa. Graças à vocês, consegui entregar um bom trabalho.

A primeira coisa que procurei entender foi “o que é amor próprio?”

Para alguns, amor próprio é cuidar de si e ir atrás dos próprios sonhos. Para outros, é se colocar como prioridade. Por fim, se amar é também se acolher, se cuidar, e conseguir enxergar a sua alma através do espelho. Mesmo quando você não gosta da imagem que está sendo refletida.

Depois de encontrar tantas definições, eu percebi que amor-próprio não possui uma definição exata. Por outro lado, eu descobri que se amar vai muito além de tudo isso que acabei de descrever. Se amar é muito mais que se aceitar com todos os defeitos e qualidades. Ele não envolve apenas o “eu”, ele envolve o “nós”. 

Se amar é reconhecer que nem todas as pessoas de que gostamos precisam estar perto de nós.

Muitas vezes nós amamos muito alguém. Entretanto, aquela pessoa nos faz mal de alguma maneira. Seja pelos hábitos tóxicos, seja pela energia negativa ou qualquer outra coisa… Por isso, muitas vezes é preciso amar de longe. Eu sei que dói. Tenho certeza que você já ouviu isso em algum lugar. Mas para amar alguém é preciso se amar primeiro. E se alguém não te faz bem, é melhor deixar ir.

Além disso, se amar é perceber que nós também podemos nos fazer mal.

Nem sempre a “culpa” é de alguém. Muitas vezes, o problema está em hábitos que possuímos, lugares que frequentamos, ou até mesmo, em coisas que consumimos. Mais uma vez, reconhecer que nem tudo que nós gostamos nos faz bem, é um grande ato de amor. Quem nunca disse para si mesmo “Ah! Eu sei que isso me faz mal, mas eu gosto tanto.”? Eu já. Tenho certeza que você também. Mas se faz mal pra mim, por quê eu continuo fazendo?

Eu ainda não tenho uma relação saudável com a comida. Da mesma maneira, eu ainda tenho o hábito de me colocar pra baixo e duvidar de mim mesma. Por fim, também reconheço a dificuldade de perceber quando certos hábitos e pessoas não me fazem bem. Não é fácil identificar, e muito menos reconhecer que temos essas falhas. Mas é preciso.

Auto conhecimento é um processo longo, lento e cheio de altos e baixos.

Porém, ele é uma das maiores práticas de amor-próprio que podemos exercer. Compreender a nossa motivação de fazer coisas que nos fazem mal é iniciar a incrível jornada do “se amar incondicionalmente”. Parece lindo, não é mesmo? Mas fique atento!

Muitas pessoas vão te criticar por você escolher se amar. Incomoda muito quando alguém tem a coragem de dizer aos quatro ventos o que sente e como ela é de verdade. Sempre aparece um desinformado para dizer que não é bem assim e que está errado. Eu já fui e continuo sendo muito criticada por ser quem eu sou, por gostar de fazer coisas sozinha, por ter o cabelo colorido, e por aí vai. Porém, deixar de fazer coisas que me fazem bem, e que me deixam feliz é tentar me encaixar em um padrão que não é o meu, é ir contra tudo aquilo que conversamos.

Amor-próprio é não se diminuir para caber na vida, e nem nos padrões de alguém. Amor-próprio é se respeitar e respeitar ao próximo. E é esse amor que eu desejo para mim e para você! Se ame!

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