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5 hábitos criados durante a quarentena

Oi meu povo!

Parece que finalmente chegamos ao fim da quarentena! Sei que alguns estão feliz por poderem voltar a “vida normal”. Por outro lado, muitas pessoas também estão preocupadas com essa reabertura do comércio. Para mim, não muda muita coisa. Continuarei em casa por mais algum tempo por questões de segurança. Afinal, tenho duas pessoas em casa que são do grupo de risco. Mas, não é para falar sobre isso que estou aqui. E sim sobre os cinco hábitos que criei durante esses 4 meses de quarentena.

Durante todo esse tempo, tive muito tempo para reavaliar muitas coisas. Decidi organizar e arrumar a casa (por dentro e por fora). Em outras palavras, aproveitei esse tempo para fazer uma limpeza na minha casa e trabalhar questões na terapia que nunca havia tocado, como por exemplo, o bullying e relações abusivas. Essa arrumação toda mexeu bastante comigo. Por isso, precisei criar alguns hábitos para lidar com tantas mudanças.

Um dos primeiros hábitos que eu desenvolvi foi para cuidar da mente e do espírito. Foi assim que comecei à meditar todos os dias pela manhã.

Já fazem alguns anos que venho praticando a meditação. Porém, a correria do dia a dia me fazia encontrar justificativas para não meditar todos os dias pela manhã.

Agora que estou em casa, “tenho tempo” para meditar. Entretanto, o desafio foi ter concentração. Sendo assim, eu comecei a meditar com café. Oi? Como assim? Cola comigo que é sucesso.

Faço meu café e depois me sento no sofá confortavelmente. As vezes, escuto um mantra e saboreio o meu café. Outras vezes, prefiro ficar em silêncio.  Só eu e o meu café. No tempo que estou respirando, sinto o aroma do meu café e trago minha mente para o presente Afinal de contas, a respiração só pode ser feita no presente, não é mesmo?

Se você não gosta de café, tudo bem. Tente com o chá. Só espero conseguir fazer isso quando tudo voltar ao “novo normal.”

Enquanto o primeiro hábito, eu cuidava da mente e do espírito, eu também precisava cuida do corpo. Por isso, decidi exercitar-me 20 minutos por dia.

Não se espantem! Treinar em casa é um grande desafio para mim. Eu adoro me exercitar mas fazendo as atividades que amo. Como as academias estavam fechadas, decidi testar a disciplina que todos falam que eu tenho. Eu me comprometi a fazer vinte minutos de alguma atividade física todos os dias (yoga, crossfit, dança, qualquer coisa)

Talvez não seja o melhor treino do mundo mas é o melhor treino do mundo para mim. Eu faço no meu tempo e no meu ritmo. O objetivo é me mexer. Se farei rápido ou devagar não importar. Eu só preciso mexer um pouquinho.

Apesar de cuidar da mente e do corpo, existem momentos que preciso verbalizar o que sinto. Sendo assim, comecei à escrever em um diário.

Não é novidade para ninguém que sempre gostei de escrever. Porém, existem coisas que não quero compartilhar com mais ninguém. Pensamentos que são só meus e de mais ninguém. Por esse motivo, uma amiga me sugeriu à fazer um diário ou um “journal” como muitas pessoas fazem por aí.

Eu escrevo no meu diário como se estivesse conversando com alguém… Isto me lembra os tempos de criança. À medida que coloco os meus sentimentos no papel, eu tiro tudo que está dentro do meu coração. E ao poucos, sinto que vou ficando mais leve.

E uma coisa levou a outra. O amor pela escrita e pela criação de coisas me ajudou a a conhecer a arte de desenhar letras

Quando era pequena, eu amava desenhar. Ficava brincando com as formas e as cores. Mas o tempo passou, eu cresci e acabei deixando esse meu lado “artista” de lado.

Fui eu que fiz!

Como tempo é algo que não me falta, decidi fazer o curso de lettering do Na Lousa. Eu sempre achei lindo as artes feitas com o lettering que eu acreditava que fosse caligrafia. Enquanto assistia fascinada aos vídeos no Instagram eu queria saber como eles faziam aquelas letras tão bonitas. Então eu pensei: ”Já que estou em casa mesmo, por que não aprender algo novo e exercitar a minha criatividade?”

No momento em que começo a fazer um lettering, me perco no tempo. Eu “volto” a ser criança de exploro o meu lado criativo sem medo. Esse é um hábito que vou levar para o resto da vida.

Por fim, chegamos último hábito que ainda não está completamente estabelecido.

A prática do Auto-cuidado

Eu imagino que você já tenha visto muitas pessoas falarem sobre isso durante a quarentena. Inclusive, eu também já falei disso por aqui. Em contrapartida, falar é muito mais fácil que fazer. Eu sei…

O auto cuidado vai muito além do cuidar do corpo ou da meditação. Ele também fala sobre respeitar os seus sentimentos e o seu momento. E muitas vezes, eu não respeito isso. Sempre me coloco em segundo lugar.

Eu tive uma fisioterapeuta na faculdade que me disse uma coisa que me marcou pra sempre: “Se você estiver 60% você não pode ajudar o time. Você precisa estar 100% para ajudar o seu time e não 60%.” (Foi algo mais ou menos assim…)

Apesar da lição ter sido passada naquela época, só agora estou aprendendo. Eu estou começando a respeitar os meus momentos de bolha. Existem momentos que eu não quero falar com ninguém mesmo. Eu quero ficar sozinha e curtir a minha companhia. E está tudo bem.

E para você?

Como foi a sua quarentena?

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