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3 coisas que aprendi com o Jiu-Jítsu

Quando eu comecei a fazer jiu-jítsu, eu não tinha a menor pretensão de graduar, nem nada. A minha intenção era apenas riscar da minha lista de coisas para fazer o item arte marcial. Além disso, o meu primeiro professor falou que eu não levava jeito para o esporte. Em outras palavras, eu teria que aprender na marra se quisesse lutar jiu-jítsu.

Mas, por algum motivo, eu decidi continuar a treinar. Acho que eu já sentia as mudanças que a arte suave fazia dentro de mim e não conseguia “enxergar.” Ou talvez, eu apenas quisesse provar para aquele professor que ele estava errado. Acredito que um pouco dos dois, vai saber…

A única coisa que eu sei é que desde o dia que comecei a treinar na Templum Jiu-Jítsu, nunca mais quis tirar o pé daquele tatame. O jiu-jítsu trouxe tantos benefícios para minha vida que eu acredito ser algo que todas as pessoas, principalmente as mulheres, deveriam praticar essa arte tão incrível ao menos uma vez na vida. Aqui estão 3 coisas que o jiu-jítsu me trouxe.

Equilíbrio emocional

Meus Meninos

Quando eu comecei a treinar na Templum, eu fui testando os horários até e encontrar na turma na manhã. Na época, eu era a única mulher na turma, para variar. Mas isso não me impediu de treinar. Os meus meninos me acolheram e hoje eles são a minha família. Para completar, tive a sorte de ter um professor que também era psicólogo.

Quando comecei a treinar na Templum, expliquei para o meu mestre, Felipe dos Anjos, que estava fazendo terapia para cuidar da depressão. Eu nunca vou me esquecer do Felipe me dizendo “Paciência. Respira.” Nos momentos de frustração e estresse ou, durante a luta, essas são as palavras que mais ecoam na minha cabeça.

Como uma amiga me disse, eu sou outra pessoa depois que eu entrei par o jiu-jítsu. Hoje em dia, não me vejo sem a arte suave na minha vida.

Confiança

Foto por: Jessica Waldino

O jiu-jítsu é um esporte que ainda tem fama de ser um “esporte masculino.” Ainda bem que hoje muitas mulheres incríveis estão provando que não é bem assim. Porém, nós ainda vivemos em um mundo machista.

A arte suave me ajudou muito a melhorar a minha auto estima e a ter mais confiança em mim mesma. Afinal, eu treinava com homens que eram mais fortes e mais graduados que eu. Apesar disso, eles me incentivavam e continuam incentivando todos os dias a ser melhor. Eles me encorajam a ter mais confiança no meu potencial e ir com tudo na hora do rola (luta para os leigos).

Defesa Pessoal

Um dos meus mestres da Templum é o Dudu Almendra. Se você é do mundo jiujiteiro, com certeza já ouviu esse nome. Ao longo desses 4 anos de equipe, tive a oportunidade de participar das aulas de defesa pessoal que o mestre Dudu ministrou. Em uma dessas aulas, ele disse uma coisa que nunca mais esqueci: “Defesa pessoal é como um seguro de saúde, você tem para não usar.”

Graduação 2017

Como mulher que viaja o mundo sozinha, é normal sentir insegurança ao visitar um novo país. Graças ao jiu e as aulas de defesa pessoal, eu nunca precisei usar aquilo que o meu mestre me ensinou, mas eu já estive bem perto.

No ano passado, eu sofri um assédio dentro da minha própria casa lá no Canadá. Um dos convidados do meu roommate me assediou. Mas, graças a confiança que eu adquiri, eu não abaixei a cabeça e bati o pé. Porém, como todo “Zé Mané”, ele não gostou de ser contrariado e rejeitado. Sendo assim, ele ficou agressivo mas não tocou em mim.

Regra numero 1 de defesa pessoal: “Não entre em conflito. Só em ultimo caso. Para todas as situações,  saia da onde você está.”

Final da história, nada aconteceu e eu não precisei acionar o meu “seguro jiu-jítsu.” Além disso, o tal “Zé” nunca mais pisou na minha casa.

E só mais uma coisinha…

De todas as coisas que o jiu-jitsu me trouxe, a melhor coisa foi o sentimento de família. É claro que o jiu-jitsu é uma excelente atividade física, traz consciência corporal, e nos ensina sobre hierarquia e respeito. Mas, acima de tudo, ganhar uma família que está comigo em todos os momentos supera qualquer coisa.

Não importa em que parte do mundo eu esteja, sei que a minha família Templum estará comigo em todos os momentos. Além disso, o tatame da Templum é o lugar que eu posso chamar de casa. Sei que não importa quanto tempo eu fique longe, eu sei que sempre posso voltar.

Saudade de uma aglomeração… E está faltando muita gente

Muito obrigada aos meus mestres e a todos da equipe Templum. Muito obrigada por me ensinarem que sou muito forte do que penso. Obrigada por me ajudarem a enxergar que eu posso conquistar o que eu quiser desde que eu trabalhe e acredite nesse sonho. Por fim, mas não menos importante, muito obrigada a todos os meus amigos que a arte suave me trouxe. Sem vocês, eu não estaria aqui escrevendo esse texto. OSS!

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