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Oi depressão! Tudo bem querida?

Bom, se você ficou chocado com o título desse post, respire e não pire. Mas, eu preciso ser sincera com você, eu voltei para o espectro da depressão. A diferença que dessa vez estou com distimia. Como a minha psicologa me explicou, é uma versão “mais leve”. Mais uma vez, não fique preocupado, está tudo bem. Aos poucos estou aprendendo a lidar com essa nova situação. Por isso, estou aqui para compartilhar com você, um pouco do que eu senti e aprendi ao longo desse tempo.

O baque

Já faz um pouco mais de um mês que a minha psicóloga me diagnosticou com Distimia. Para quem não sabe, a distimia está dentro do espectro da depressão. Porém, ao invés de a pessoa sentir muita tristeza, ela fica mais irritada. No meu caso, eu estava sem motivação de fazer muitas coisas e estava com birra de outras coisas. Sabe aquela falta de vontade de fazer qualquer coisa? Bom, eu tenho sido me sentido assim quase todos os dias… Além disso, algumas coisas aconteceram que acabaram colaborando para a minha situação atual.

De início, eu fiquei bem chateada em estar de volta para o espectro da depressão. Afinal, só agora que estou aprendendo a lidar com a minha ansiedade, e surpresa! Confesso que fiquei bem chateada com a notícia. Porém, nada como um dia apos o outro, não e mesmo?

O medo

Como eu falei, fiquei bem balançada com a notícia. Eu não queria voltar para aquele lugar triste e cinza. Tinha medo de ter que voltar a tomar remédio, entre tantas outras coisas que se passaram pela minha cabeça. Por isso, decidi fazer o que a minha psicóloga me pediu e fui ler um pouco mais sobre distimia.

Se algum dia você já pesquisou sobre sintomas no Google, você com certeza quase entrou em pânico com tantas informações sobre os seus sintomas. Foi quase a mesma coisa comigo. Para a minha sorte, eu tenho psicólogas incríveis na minha vida que me ajudaram a entender melhor a minha situação. Obrigada a minha amiga Gi e a minha irmã Ju!

As lições

Ao longo desse tempo, estou aprendendo muitas coisas. Aprendo algo novo sobre mim e sobre a vida a cada semana e a cada sessão de terapia. Como a minha psicóloga diz, a minha “terapia” acontece depois da sessão. Afinal, eu penso e reflito sobre tudo que aconteceu. Busco entender o meu comportamento para melhorar a maneira como eu enxergo e lido com as coisas.

  • Não abandonar meus objetivos

Umas das primeiras coisas que muitas pessoas que tem depressão ou ansiedade é largarem tudo. Alguns começam largando a atividade física,  depois a alimentação, trabalho, estudo, e por aí vai. Não posso julgar, muito menos criticar ninguém. Afinal, eu já fui essa pessoa. Porém, desta vez eu estava determinada a não chutar o balde. Eu estava de saco cheio desse negócio de “chuta o balde e busca o balde.” Portanto, para não cair nessa armadilha, decidi mudar os meus dias de treino. Além disso, mudei as atividades físicas e algumas outras coisas.

  • Faça o que conseguir

Como eu não queria soltar o balde, eu decidi não abandonar nada. Mas, eu percebi que não conseguiria fazer tudo que eu gostaria, nem do jeito que eu queria. E como já dizia o velho ditado “devagar e sempre.” Decidi fazer aquilo que eu conseguia. Um passinho de cada vez. Afinal, é o que tem para hoje. Antes feito do que perfeito.

  • Soltar as coisas.

O que isso quer dizer? Bom, isso quer dizer que estou aprendendo a controlar aquilo que posso. Em outras palavras, aprendi que não posso ser muleta de ninguém. Muito menos, devo me desgastar a ponto de sacrificar o meu bem-estar e a minha saúde mental, física e espiritual para ajudar alguém. Quando não posso controlar algo, eu simplesmente deixo para Deus e o universo. Deixo que eles se encarreguem de tudo. Afinal, o tempo de Deus é perfeito, não é mesmo? É claro que parte desse aprendizado envolveu algumas broncas da Dona Cristina e um enorme mergulho espiritual. Mas isso é papo para outro dia.

  • Me entender, me conhecer e me respeitar

Como você já sabe, eu tenho ansiedade e aos poucos estou aprendendo a lidar com ela. Parte desse processo envolve se conhece e entender. Esse mergulho para dentro de si, pode assustar. Portanto, já que eu tinha que lidar com a distimia. Resolvi mergulhar de cabeça. Sereia aventureira, eu sou!

Ao longo desse tempo, eu comecei a perceber o porquê certas coisas me incomodavam. Iniciei um processo longo e demorado para mudar e extinguir certos comportamentos. Aos poucos, comecei a perceber da onde vinha a minha irritação, a minha insegurança, entre muitas outras coisas. Confesso que tem sido um processo doloroso. Entretanto, tem valido a pena.

Vai ficar tudo bem!

A cada dia que passa vou encontrando um “equilíbrio”. Estou aprendendo a lidar melhor com as adversidades da vida. Quando meu corpo precisa descansar, eu respeito. Se eu preciso de um tempo sozinha, eu dou meu jeito e encontro um tempinho para ficar sozinha. Só eu e Deus. Por fim, procuro fazer aquilo que faz bem para o meu corpo, para minha cabeça e para a minha alma.

Se você, querido leitor, está lendo esse post, lembrou de alguém que está passando por algo parecido, compartilhe esse texto com esta pessoa. Se você se identificou, saiba que você não está sozinho. Procure ajuda! Vai ficar tudo bem!

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