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E por falar em saudade…

Ontem, 30 de janeiro, foi dia da saudade. E não tem como falar de saudade sem falar dela, da Dona Cristina. Se você chegou por aqui agora, preciso dizer que já faz três meses que a mami foi morar em sua casa espiritual. Faz três meses que eu sinto uma saudade enorme da minha mãe, melhor amiga e meu porto seguro. Mas, tem menos de um mês que conseguimos jogar suas cinzas no mar… E assim, ela virou sereia ou talvez tenha voltado a ser uma. Nunca saberemos…

Três meses passaram em um piscar de olhos.

Minha mãe diria: “é porque coisas boas estão acontecendo”. Não sei… O tempo em que cuidei da minha mãe me fez refletir muito sobre a vida, sobre os meus objetivos, sobre mim e muitas outras coisas. E como o pai de uma amiga minha, Marcus Moulaz, que carinhosamente chamo de tio disse esses dias,  saudade é você querer que as coisas se repitam. E como eu sinto saudade das conversas que eu tinha com a Dona Cristina.

Sinto saudade das risadas, dos abraços, das conversas e dos aprendizados. Eu poderia ficar falando a noite inteira dessa saudade que eu sinto delas. Mas, no texto de hoje, gostaria de compartilhar o que tem se passado dentro de mim além da saudade. No momento, eu me sinto perdida e sem saber muito bem para onde ir.

No meu caso, deixei meus planos e sonhos de lado para cuidar de um dos meus grandes amores. E depois dessa longa pausa, cá estou, olhando de volta para mim e para o que quero. Como algumas amigas disseram: eu fiz uma curva, mudei um pouco o percurso e agora não sei como voltar. E em alguns momentos, eu me sinto assim… perdida, confusa e sem saber muito bem o que fazer.

Se você perdeu alguém recentemente, saiba que isso é perfeitamente normal.

E já que estamos falando de saudade e de Dona Cristina, quero compartilhar com você algumas das perguntas que ela me fez em diversos momentos da vida. Perguntas que viraram ensinamentos valiosos para a vida adulta. Ah! Como aquela senhora era sábia. Que saudade dessas conversas! Mas tudo bem. Eu sei que ela mora em mim e o nosso papo será em oração.

  • Você está feliz com a vida que leva?
  • Você faz aquilo que gosta?
  • A opinião dos outro te impede de fazer as coisas?
  • Você sabe perdoar?
  • Você se permite sentir?

Lá em 2019…


Me lembro que logo que descobri o diagnóstico da minha mãe, minha psicóloga me fez a seguinte pergunta: Se a sua mãe fosse embora hoje, você acha que ela teria vivido uma vida boa?

A resposta foi instantânea, sim! Minha mãe vivia o agora. Ela fazia o que gostava e ia atrás do que queria. Ela não ligava para o que os outros pensavam e adorava curtir a própria companhia. E, para ser sincera, não há nada melhor do que a nossa própria companhia. A Dona Cristina me ensinou a não ficar perdendo muito tempo com aquilo que não valia a pena.

Com ela, aprendi que a gente não pode deixar que a opinião dos outros fique interferindo na nossa vida. Precisamos cortar laços e lugares que não nos fazem bem. Se for aprendizado? Tudo bem. Mas não se demore muito.

Por fim, eu precisei parar no fisioterapeuta, cheia de dor no quadril para ouvir tudo aquilo que minhas amigas sempre me disseram:

“Você precisa desacelerar e se permitir sentir! “

Minhas amigas

Por mais resolvida e tranquila que estivesse com a partida da Mami. Talvez você não acredite.. Mas essa é uma história que outro dia eu conto… O fato é que mergulhei na minha rotina acelerada e não me permiti sentir tudo aquilo que eu precisava sentir. Portanto, não faça como eu, sinta!

Sinta suas dores, suas alegrias, suas paixões…. Chore ou dê um grito bem alto se for preciso. Ligue para quem você sente saudade e diga o quão especial ele ou ela é. Deixe o coração falar de vez quando. Eu te garanto que ele tem bons conselhos a dar.

Muito obrigada por todo o carinho de todos.

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