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A vida sem as pérolas – parte 2

Oi meu povo!

Na semana passada, muitas pessoas me mandaram mensagens lindas depois do post sobre a vida sem as pérolas da Dona Cristina. Muito obrigada pelo apoio e pela força. Eu me senti muito amada e muito abraçada. E para continuar o nosso papo, hoje, vou contar a outra parte sobre como tem sido esse novo capítulo da minha vida.

Reaprendendo a andar

Da última vez, contei sobre o sonho que tive com minha mãe um pouco depois do Ano Novo. Hoje, vou contar o sonho que tive dois anos antes. Isso mesmo que você leu, há 2 anos, no domingo de Páscoa.  No dia em que minha mãe foi fazer uma cirurgia de emergência, eu estava no avião no ápice da pandemia e com todos os aeroportos fechados em direção ao Brasil. E pela primeira vez na vida sonhei com minha mãe. O sonho havia sido muito bom e ela me dava algumas instruções que na época eu não havia entendido pelo menos, até agora. Afinal de contas, minha mãe estava viva e por que ela iria querer falar comigo em sonho?

Dois anos depois, finalmente entendi suas instruções. Ela precisava partir para que eu pudesse aprender a andar com minhas próprias pernas. Ela sabia que eu estava pronta para encarar o mundo sem ela estar fisicamente ao meu lado. Eu que sempre duvidei do meu potencial e da minha capacidade. Ela não! Estava na hora da princesa dela andar sozinha e ter mais confiança em si mesma.  Afinal, não importa para onde eu vá, ela sempre estará comigo porque ela mora dentro de mim.

Saindo do raso

Meu carro segue com o pneu furado. Mas, agora, ele anda mais devagar. Aos poucos, vou desacelerando e cuidando cada vez mais de mim. Estou finalmente aprendendo que não dá para se doar demais, afinal, uma hora a máquina pifa. Ainda bem que não precisei chegar a esse ponto. Terapia e rede de apoio estão aí para isso!

Enquanto desacelero este carro que estava a 100km/h, começo a perceber aquilo que estava a meu redor e passava despercebido. Volto a olhar mais pra mim e mergulho ainda mais profundamente para dentro de mim mesma. Posso estar ainda um pouco perdida, mas agora, começo a enxergar coisas e hábitos que não quero mais para minha vida. É como aquela peça do carro que está mais atrapalhando do que ajudando. É preciso tirar, trocar, e jogar fora. O foco agora sou eu e quero deixar o novo chegar.

Deus no comando

Enquanto eu sigo sem ter clareza para enxergar o caminho que quero e vou seguir, eu resolvi deixar tudo nas mãos de Deus. É claro que eu não esperava as reviravoltas que esse pedido iria causar, mas se minha experiência valer de algo: Deus sabe de todas as coisas. Ele não dá nada além daquilo que podemos carregar e o plano dele é sempre bem melhor que o nosso. Sendo assim, eu entrego, confio e aceito aquilo que Deus quer para minha vida.  

Confesso que não tem sido uma tarefa fácil. Afinal, a vontade de querer controlar tudo e falar para Deus que não é bem assim é grande. Toda vez que eu acho que vai, Deus me mostra que ainda não é a hora ou que não é bem assim. Você já passou por isso? Se passou, me conta!

E agora?

Como diria a minha psicóloga maravilhosa, quanto mais decisões tomamos, melhor ficamos. Os últimos tempos foram de muitos encerramentos e de muitas decisões. Estou aprendendo a deixar para trás aquela peça do carro que não está mais ajudando,  e passei a me escolher mais. E quanto mais eu me escolho, melhor eu me sinto. Fica aqui o lembrete: Você já se escolheu hoje? Quando você vai começar a se escolher?

Aos poucos estou voltando a fazer aquilo que sempre amei e que sempre me deixou feliz. Quando foi a última vez que você fez algo que você realmente gostava e que te deixasse feliz?

E para você que está passando por um momento que a vida está de pernas para o ar, deixo aqui a reflexão que uma amiga muito querida me deu: Quando acontece umas coisas que deixam a nossa vida de pernas para o ar e a gente fica sem rumo e sem norte , isso é sinal que estamos sendo preparados para uma nova fase e que será muito boa!

Tenha fé! No final, tudo vai dar certo!

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