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A vida com Zaya

Oi meu povo! 

Já faz cinco meses que a minha pitoca de quatro patas chegou. Mas só agora que finalmente decidi contar sobre como o meu raio de sol chegou na minha vida e na vida da minha família. Se você não sabe de quem estou falando, vos apresento Zaya. A golden retriever que carrega destino e sorte  em seu nome. Aquela que é o meu raio de sol mesmo quando o dia está nublado.  

Como tudo começou….

Já fazia tempo que eu queria ter um cachorro para chamar de meu. Na primeira vez, eu morava nos EUA. Eu quase adotei um pastor alemão mas a vida corrida não me permitia ter um pet. Afinal, eu passava mais tempo fora de casa do que dentro dela. Não seria justo com o animal. Já na segunda vez, eu estava morando no Canadá. Mas,veio uma pandemia e a vida de todo mundo ficou uma bagunça do dia pra noite. Sem contar que eu voltei pro Brasil de uma hora para outra, não é?

E como sempre, tudo tem a sua hora e o seu momento. Na verdade, eu que era apressada mesmo. Hoje, sei que o tempo de Deus é sempre perfeito!

A sementinha…

Depois que a minha mãe adoeceu, comecei a ver muitos casos de animais que ajudam em tratamentos de diversos tipos de doenças. Desde questões relacionadas à saúde mental como a parte de diabetes e até mesmo o câncer. Essa foi a brecha que eu encontrei para começar a plantar a sementinha na cabeça dos meus pais para ter um bichinho. Além disso, eu contava com uma aliada poderosa, Dona Cristina. Assim como eu, mami sempre foi apaixonada por cachorros.

Sendo assim, quando estava chegando a hora da minha pitoca chegar, Deus muito sábio colocou na minha vida o dono de uma golden linda, carinhosa e enorme. E foi através dele que eu encontrei o caminho para ter a minha pitoca. 

O processo…

Quando decidi pegar a Zaya, eu e minha família já estávamos há quase dois anos na batalha contra o câncer de Mami. E, ao longo desse tempo, eu já tinha assistido casos de pets que ajudaram em diversos tipos de tratamento. Nessa altura do campeonato, por que não tentar? 

Entrei em contato com o canil que me indicaram e fui descobrir quanto custaria uma filhote. Sim! Eu sempre quis fêmea. No dia que fechei meus olhos e me imaginei com um cachorro, meu coração pediu por uma fêmea. Para completar, o primeiro nome que me veio foi Zaya. No início, não entendia muito o porquê do nome. Mas, nada que uma pesquisa rápida para descobrir. Como sempre, Deus se manifesta de diversas maneiras. 

Meu único desafio era o valor. Afinal, eu não sabia de onde ia tirar aquele dinheiro sem mexer nas minhas economias. Mas como sempre, tinha que ter uma pitada de treta nessa história não é?

Pistache com pitadas de tretas

Bom, na semana que eu decidi que iria ter a Zaya, meu telefone pifou, e perdi todos os meus contatos. Mas Nika, e os arquivos na nuvem? Bom, dessa vez, a nuvem me salvou. Perdi tudo mesmo. Nessa hora, troquei uma ideia com Deus e falei assim: “Deus se for pra ser minha, eu vou encontrar com o meu vizinho de novo, pegar o numero de novo, e vai ser a última fêmea.” 

Talvez, você pense: “Ah Nika! Mas esse sinal está fácil”. Mas se você acompanha as minhas aventuras por aqui, já deve saber que na minha vida, sempre tem uma dose de treta. 

Além disso, quando algo não é para ser na sua vida, não há força no mundo que faça acontecer. #ficadica

A chegada e a partida

Recebi a mensagem que a minha Zaya estava pronta na primeira semana de outubro. Meu plano inicial era pegá-la no sábado, mas Deus tinha outros planos. E que planos! Ela foi o meu presente de Dia das Crianças. Mais uma vez, não seria uma simples chegada. 

No dia 12 de outubro, levei minha mãe ao hospital para fazer um procedimento que aparentemente seria simples, colocar de volta a sonda que ela havia tirado durante a noite acidentalmente. 

Confesso que nunca gostei de ter que entrar com mami no hospital. Todas as vezes que entrei ela se internou. Mas a essa altura, eu era a única que tinha força e estabilidade emocional para levá-la de cadeiras de rodas. E meu coração sabia que essa talvez fosse a última internação. 

A vida com Zaya

No dia 18 de outubro a Dona Maria foi para o lado do Pai. Talvez fosse preciso que ela saísse para que a Zaya pudesse chegar. 

E o Seu Fernando, que nunca gostou de bicho, fez uma tempestade em copo d’água no dia que bolinha de pêlos que aparentemente tem a minha cara chegou. Rapidinho, aprendeu a gostar da “não mais tão pequena” Zaya e me disse logo após o velório: “Eu não sei explicar bem o porquê, mas toda vez que eu faço carinho na Zaya, eu lembro da sua mãe”.

A vida com Zaya tem sido maravilhosa. Às vezes, penso em dar um irmãozinho para ela mas, por enquanto não, uma cachorra já é o suficiente pro seu Fernando. Mas quem sabe um dia? Até lá, seguirei com a minha Maria Carrapato que virou uma extensão do meu corpo, a minha sombra. Um ser de quatro patas que é pura luz, travessura e amor por onde passa!

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