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Lições da Terapia – Lição 04

Nas últimas semanas, eu tenho tido alguns sinais de depressão. Nada sério. Porém, quando alguns sinais começam a ficar evidentes, é sempre importante prestar um pouco mais de atenção e investigar o que está acontecendo.

Semana vai e semana vem, até que um dia me deparei em uma conversa inusitada. Pela primeira na minha vida, escutei alguém falar para mim: “Na minha cabeça, não faz sentido você se importar comigo e gostar de mim.” Quando fui tentar entender o motivo daquele sentimento, eu escutei: “Eu tenho medo de deixar as pessoas se aproximarem de mim e depois elas irem embora.

Bom, como vocês bem sabem, ir embora é algo que faz parte da minha vida. Afinal, eu sou uma sereia viajante. Não tenho raízes. Uma hora estou no Brasil. Na outra, posso estar do outro lado do mundo. Porém, com tantas idas e vindas, eu nunca parei para pensar no impacto que a minha presença ou a falta dela poderia causar na vida de alguém. Eu simplesmente ia embora.

Durante esse momento de reflexão que eu aprendi a seguinte lição:

“A gente nunca sabe o impacto que nós causamos na vida das pessoas.”

Não é o que você fala e sim como você fala.

Para quem acompanha a minha jornada na terapia, já deve saber o quanto esse processo de autoconhecimento está me ajudando a perceber comportamentos que não eram legais para mim, muito menos para as pessoas ao meu redor.

Muitas vezes, eu falei coisas sem pensar no impacto que aquilo iria causar na pessoa que estava me ouvindo. Eu já machuquei, sem perceber, muita gente desse jeito. Até que um dia eu aprendi que não é o que você fala e sim como você fala.

Por isso, nos momentos de irritação, eu procuro respirar e pensar antes de falar. Nem sempre dá certo. Mas devagar e sempre, eu chego lá.

Eu voltei no tempo

Quando eu tratei a depressão, fiz um exercício onde eu precisava detalhar o meu suicídio. Ao final do exercício, a minha psicóloga na época me perguntou: ” Mas você não acha que as pessoas vão sentir a sua falta?”  Eu acreditava que não.

Com tanta coisa acontecendo, e com a volta de alguns sintomas depressivos, é claro que eu fiquei preocupada com a possibilidade de surgir algum pensamento de ir embora daqui. Mas essa conversa me fez voltar no tempo. Além de refazer esse exercício, relembrei da conversa que tive com um professor do mestrado. Ele me disse: “As pessoas que se suicidam não costumam pensar nas pessoas que ficam. Quem fica é quem mais sofre.

A chave virou

Credit: Carolyn V
@sixteenmilesout



Apesar de entender todas as consequências espirituais para quem decide tirar a própria vida, eu nunca dei importância para isso. Como já falei por aqui, “eu não queria mais viver”. Tirando os meus pais, eu não me importava muito se as pessoas iam sentir a minha falta ou não. Mas, na lição da terapia de hoje, eu finalmente entendi o quanto eu estava equivocada.

Até o dia dessa conversa, eu não tinha entendido o impacto positivo que eu tinha na vida dessa pessoa que é tão especial para mim. Da mesma forma que eu nunca tinha parado para pensar de maneira apropriada sobre a minha partida. Muitas vezes, esse adeus pode causar machucados inimagináveis. A lição de hoje me ajudou a ver claramente que as nossas atitudes podem gerar impactos positivos ou negativos na vida de alguém.

Respira e não pira

Credit: Matt Flores

Se você chegou até aqui, não se preocupe. Eu estou bem. A reflexão de hoje me ajudou a enxergar coisas que muitas vezes passavam despercebidas. A lição da terapia me ajudou a enxergar muitas coisas que precisam ser deixadas para trás. Assim como me ajudou a perceber que eu posso melhorar em mim a maneira como eu me expresso.

Por fim, é sempre bom reforçar, se você está passando por qualquer situação de ansiedade ou depressão, lembre-se que você não está sozinho. Quando se sentir perdido, procure ajuda. Vai ficar tudo bem.

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