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Atleta não é gente!

Oi meu povo!

crédito: 60stoday.com

Estou há dias querendo vir aqui conversar com vocês. Na semana passada, uma das maiores atletas de ginastica, Simone Biles, decidiu sair de várias provas nos jogos olímpicos de Tóquio. Durante a coletiva, ela falou abertamente sobre a questão da sua saúde mental. Além disso, ela falou que existe depois da ginástica e que ela precisava respeitar o seu momento. Essa semana, ela decidiu disputar a prova da trave e ficou com o bronze.

Quando a Simone decidiu sair das provas e falou sobre a questão da sua saúde mental, algumas pessoas me mandaram posts e até podcast sobre o assunto. Eu poderia ficar falando sobre tantos e tantos casos de atletas que sofrem e sofreram com isso. Eu também poderia ficar falando horas e horas sobre a pressão que é ser um atleta de alta performance. Mas não é esse o meu objetivo! Hoje eu quero falar sobre três coisas que aprendi sobre o desafio de ser atleta e cuidar da saúde mental.

Atleta não é gente!

Quando eu era adolescente e comecei a levar o voleibol a sério, uma das coisas que eu sempre ouvia era: “Atleta não é gente!” Quando eu era mais nova, pensava que isso verdade. Ainda bem que o tempo passa…

Crédito: Susan Flynn

Às vezes, as pessoas esquecem que não somos máquinas. E quando não somos vistos como máquinas, somo tratados como super humanos, sem ter o direito de errar.

Ser atleta é uma escolha e exige muita dedicação. Mas isso não quer dizer que tenhamos que passar por cima dos nossos sentimentos e vontades. A Simone falou algo muito legal: “É sobre respeitar o que se quer, e não o que as pessoas querem e esperam de nós.” Atletas têm dias bons e dias ruins como qualquer outra pessoa. Atleta é gente sim!

Divirta-se sempre!

Ser atleta é ter o esporte como seu trabalho. Me diz quem trabalha bem quando se está infeliz? Quem consegue ter bons resultados quando não gosta do que faz? Ninguém!

crédito: Dan Cook

A Simone Biles também falou algo muito interessante: “As pessoas deveriam estar se divertindo nas olimpíadas e não é este o caso.” A Simone é uma estrela. Se antes eu já a admirava, agora nem se fala. Eu não sei o que aconteceu para fazer com que ela saísse das provas. O que quer que tenha acontecido, deve ter sido a última gota para ela decidir dar um tempo e respirar. 

Eu, não sou nenhuma Simone biles. Mas, teve uma época em que ser atleta era uma tortura para mim. Como diria um amigo meu, cheguei ao ponto de negar o meu DNA, aquilo que eu nasci para ser.

Hoje, eu tenho orgulho e prazer em dizer que eu sou atleta. Eu amo treinar e dar o meu melhor em todos os treinos, e em todos os esportes que eu pratico.

Se ame!

Às vezes, é preciso dar um passo para trás e olhar tudo com outra perspectiva. Decidir sair de uma prova em uma olimpíada exige muita força, muita coragem e amor-próprio. Nem sempre as pessoas irão enxergar isso como algo bom. Amor-próprio nem sempre é visto como “bom.”

Depois que comecei a me amar de verdade, me reencontrei. Redescobri o meu amor pelo esporte, e a paixão em ser atleta. Hoje, eu respeito os meus dias de cansaço e os dias que não estou 100%. Conheci uma Nika que eu nem sabia que morava aqui dentro. E eu estou amando essa nova versão…

A Simone é um exemplo que deveria ser seguido. Mas, infelizmente, ainda veremos muitos casos como o dela. Como eu falei no início desse post, conheço muitos atletas que passam ou passaram por isso. Uma amiga psi muito querida fez o seguinte questionamento: “As pessoas dão mais atenção ao que vem do corpo do que o que vem da cabeça. Onde está a cabeça, se não no corpo? Não teríamos que dar a mesma importância, visto que falamos da mesma coisa?”

Ser atleta é ser forte fisicamente e mentalmente. No meu caso, espiritualmente também. Mas isso é papo para outro dia. Corpo são e mente sã. Saúde mental é coisa séria. Se você está passando por alguma dificuldade, ou conhece alguém que está passando, procure ajuda! Você não está sozinho!

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